Despertar abruptamente com gritos, choro intenso, agitação extrema e sem consciência do que está a acontecer é uma experiência assustadora — tanto para quem vivencia quanto para quem observa. O terror noturno é uma parassonia que provoca episódios intensos de medo durante o sono profundo, geralmente sem lembrança posterior do ocorrido.
Apesar de ser mais comum na infância, o terror noturno também pode ocorrer em adultos, especialmente quando há sobrecarga emocional, estresse crónico ou problemas de sono. Compreender essa condição é essencial para reduzir o medo associado aos episódios e buscar o acompanhamento adequado.
O que é terror noturno
O terror noturno é um transtorno do sono classificado como parassonia do sono NREM, caracterizado por episódios súbitos de medo intenso que ocorrem durante as fases mais profundas do sono.
Durante o episódio, a pessoa pode:
- gritar ou chorar
- apresentar agitação intensa
- ter batimentos cardíacos acelerados
- parecer acordada, mas não estar consciente
Ao contrário dos pesadelos, o terror noturno não envolve sonhos estruturados e geralmente não é lembrado ao despertar.
Terror noturno não é pesadelo
Uma diferença importante:
- Pesadelos: ocorrem no sono REM, com lembrança do sonho
- Terror noturno: ocorre no sono profundo, sem memória do episódio
Essa distinção ajuda a evitar diagnósticos incorretos.
Principais sintomas do terror noturno
Os sintomas podem incluir:
- despertar abrupto com pânico
- gritos ou vocalizações intensas
- confusão mental
- dificuldade de consolação
- sudorese e respiração acelerada
- amnésia do episódio
Em adultos, os episódios tendem a ser mais raros, mas emocionalmente mais impactantes.
Terror noturno em crianças e adultos
Em crianças
- mais comum entre 3 e 7 anos
- geralmente desaparece com o desenvolvimento
- raramente indica problema psicológico grave
Em adultos
- menos frequente
- frequentemente associado a estresse, ansiedade ou privação de sono
- pode coexistir com outros transtornos do sono ou mentais
Relação entre terror noturno e saúde mental
Em adultos, o terror noturno pode estar relacionado a:
- ansiedade crónica
- estresse intenso
- trauma psicológico
- transtornos do humor
- privação de sono
O medo de novos episódios pode gerar ansiedade antecipatória relacionada ao sono.
Impacto do terror noturno na vida diária
O terror noturno pode afetar:
- qualidade do sono
- sensação de segurança
- relações familiares ou conjugais
- bem-estar emocional
A preocupação constante com novos episódios pode levar à evitação do sono.
O que causa o terror noturno
As causas incluem:
- imaturidade do sistema nervoso (em crianças)
- estresse emocional elevado
- febre
- privação de sono
- uso de álcool ou medicamentos
- predisposição genética
Identificar fatores desencadeantes ajuda a reduzir a frequência.
Diagnóstico do terror noturno
O diagnóstico é clínico, baseado em:
- descrição dos episódios
- histórico de sono
- idade e contexto emocional
- exclusão de outras condições
Em alguns casos, exames do sono podem ser solicitados.
Tratamento do terror noturno
Na maioria dos casos, o terror noturno não exige tratamento medicamentoso.
Medidas comportamentais
- garantir sono suficiente
- manter horários regulares
- reduzir estresse
- evitar despertares forçados durante o episódio
Psicoterapia
Indicada especialmente em adultos, ajuda a:
- lidar com fatores emocionais
- reduzir ansiedade associada
- melhorar a qualidade do sono
Medicação
Pode ser considerada apenas em casos graves e persistentes.
Prevenção e autocuidado
Algumas estratégias importantes incluem:
- manter rotinas consistentes de sono
- criar um ambiente tranquilo para dormir
- evitar álcool à noite
- cuidar da saúde emocional
A prevenção reduz significativamente a recorrência dos episódios.
Quando procurar ajuda profissional
Procure apoio quando:
- os episódios são frequentes
- há risco de lesões
- o medo de dormir se instala
- existe impacto emocional significativo
O acompanhamento adequado traz segurança e tranquilidade.
Conclusão
O terror noturno pode ser assustador, mas na maioria dos casos não representa um perigo grave. Com informação, rotina adequada e apoio profissional quando necessário, é possível reduzir os episódios e recuperar a confiança no sono.
Para fechar com chave de ouro: compreender o sono é o primeiro passo para dormir com mais tranquilidade.
